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Silêncio no Afeto

Você que amei mas não amo Saiba que a vida é assim Já te chamei, e hoje chamo Tudo o que passa por mim De louco passado ou engano Seja o que for é normal Tá tudo certo, silêncio no afeto O poeta canta o final Você que foi minha amiga E hoje nem lembra de mim Nosso segredo não diga São o que sobra no fim Não sobra o que foi ciúme Não sobra o que foi paixão Tá tudo certo, silêncio no afeto São pausas da nossa canção Entrega pra outra pessoa O amor que eu lhe dei (ele é seu) Entrega que a vida ainda é boa E nada que passa morreu Desenha em alguém a pessoa Que eu desenhei em você Desenha e não jura Paixão nunca dura Valeu amiga, a gente se vê
Oswaldo Montenegro
Escrito por Marcelha às 10h58
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Escrito por Marcelha às 17h02
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Será que ele vai?
Escrito por Marcelha às 14h09
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Hoje acordei assim...
Um tanto sensível. Ou melhor EXTREMAMENTE sensível!
Sentindo-me confusa, perdida, carente...
Coração
Composição: Dorgival Dantas
Coração, pra que se apaixonou Por alguém que nunca te amou Alguém que nunca vai te amar
Eu vou fazer promessa Para nunca mais amar Alguém que só quis me ver sofrer Alguém que só quis me ver chorar
Mas eu preciso sair dessa Dessa de se apaixonar Por quem só quer me fazer sofrer Por quem só quer me fazer chorar
É tão ruim quando alguém machuca a gente O coração fica doente, sem jeito até pra conversar Dói demais só quem ama sabe e sente O que se passa em nossa mente Na hora de deixar pra traz
Nunca mais eu vou provar do seu carinho Nunca mais eu vou poder te abraçar Ou será se vou viver melhor sozinho E se for mais fácil pra me perdoar Mas o amor, às vezes só confunde a gente Não sei se com você é diferente O amor, às vezes só confunde a gente Não sei se com você pode ser diferente
É tão ruim quando alguém machuca a gente O coração fica doente, sem jeito até pra conversar Dói demais só quem ama sabe e sente O que se passa em nossa mente Na hora de deixar pra traz
Nunca mais eu vou provar do teu carinho Nunca mais eu vou poder te abraçar Ou será se vou viver melhor sozinho E se for mais fácil pra me perdoar Mas o amor às vezes só confunde a gente Não sei se com você é diferente O amor, às vezes só confunde a gente Não sei se com você é diferente
Coração...
Escrito por Marcelha às 10h57
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Estatísticofobia...
Descobri que sofro de "estatísticofobia"... 
"Egoistamente" é bom saber que não sou só eu, estatísticamente outros estudantes (pelo menos os de psicologia que convivem comigo...) sofrem do mesmo mal (ou seria bem, sei lá ).
Preciso me preparar psicologicamente para este ritual semanal... Argh!
LITERALMENTE

NINGUÉM MERECE!
Escrito por Marcelha às 09h03
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Sábado fui assistir o espetáculo "Aniversário de Casamento". Eu já conhecia a peça, e confesso que a primeira vez em que a assisti sai de lá um tanto incomodada (percebam que o "incomodo" já fazia parte de minha vida... he he).
Fui com a certeza de que nas circunstancias em que me encontro o espetáculo iria no mínimo "doer"...
Até que não foi bem assim...
Ao contrário da primeira vez, a frase que ficou foi essa:
Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, eu te amo não quer dizer mais nada".
***
Comentário a Respeito de Jonh (Belchior)
Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decida a minha vida
Não preciso que me digam de que lado nasce o sol
Por que sei que bate lá meu coração
Sonho e escrevo em letras grandes (de novo)
Pelos muros do país
E João, o tempo andou mexendo com a gente sim
John, eu não esqueço (oh no, oh no)
A felicidade é uma arma quente, quente, quente
Sob a luz do teu cigarro na cama
Teu rosto-rouge, teu batom me diz:
Escrito por Marcelha às 16h00
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"Cachorro mordido por cobra tem medo até de barbante"
Escrito por Marcelha às 17h34
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Eu disse nada radical mas não disse indolor, certo?
Talvez dor não seja a melhor definição, prefiro definir esse “estágio” como anterior (não acho que a palavra “passado” caiba aqui).
Acredito que a palavra que possa melhor se enquadrar seria INCOMODO.
Mas ninguém disse que seria fácil.
Alias ninguém disse nada!

Escrito por Marcelha às 16h27
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Não sei se essa é a palavra que melhor define, ou se esse é o verdadeiro sentimento que me invade, mas é como se fosse uma espécie de raiva.
(Não é só raiva é verdade...)
É preciso cortar o cordão umbilical...
E que assim seja!
Nada radical.
Chão de Giz
(Zé Ramalho)
Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz Há meros devaneios tolos a me torturar Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúde Eu vou te jogar num pano de guardar confetes Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão, é inútil pois existe um grão vizir Há tantas violetas velhas sem um colibri Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de vênus Mas não vão gozar de nós apenas um cigarro Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar Meus vinte anos de "boy, that's over, baby" , Freud explica Não vou me sujar fumando apenas um cigarro Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval E isso explica porque o sexo é assunto popular
no mais estou indo embora
No mais...
Escrito por Marcelha às 11h01
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Lagarta sem perspectiva...
... de transformação
Ontem começaram as aulas, foi muito bom rever o pessoal, abraça-los...
Eu amo os meus amigos!

Hoje eu tô assim...
Um tanto vazia,
Me sentindo triste.
Vontade de ficar quientinha,
Trancada num canto.
Mas logo passa!
Assim espero... 
Escrito por Marcelha às 14h39
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final de semana
Vontade de afundar a cara no travesseiro e por lá permanecer.
Toca o telefone:
_ Claro que vou! As 22h? Marcado!
Saio pra dançar, pra beber, conversar...
Passo mal! Chego bem, um sono insuportavel, insônia. Como pode?
Domingo! Acordo cedo. Mundial de formula1.
Tv!
Almoço.
Cinema!
Vou pra Campinas, shopping, cinema, filme: "Madagascar".
Refrigerante.
Pipoca, cinema de novo, filme "desde que Otar partiu".
Banheiro.
Estrada, frio, casa.
Banho, cama.
Vontade de afundar a cara no travesseiro e por lá permancer.
Escrito por Marcelha às 17h50
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Tenham todos um ótimo final de semana...

Escrito por Marcelha às 17h23
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Xeque...
"Me siento que yo me como en un juego
Donde está la reina.
Es el caballo
Yo es el laborer."
Juan Buñel

Sinto me como num jogo
Onde ela é a Rainha.
Ele é o Cavalo
E eu...
Eu sou o Peão.
Escrito por Marcelha às 15h26
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Era uma noite fresca, eu estava no colégio, cursava o colegial.
Cruzes! Pois é, eu fiz colegial1... (no auge dos meus 22 anos sinto-me envelhecida ao pensar nisso).
Era inicio do ano, eu estava com o pé quebrado, e por esse fato não podia ir embora antes da chegada de meu pai.
O quadro de professores ainda não estava completo, e por esse motivo, naquela noite fomos dispensados mais cedo.
Fiquei conversando com algumas colegas, eu porque esperava meu velho, barbudo e barrigudo pai, e elas porque esperavam seus respectivos namorados, estudantes de outras turmas.
Papo vai, papo vem... Já imaginou o que fala um bando de “gurias” no auge de seus 16, 17 aninhos?
Pois bem, surgiu a idéia da tão famosa, e talvez temerosa, “roda da verdade”.
Não revelarei aqui a identidade das integrantes por motivos óbvios2.
Quem nunca brincou de “Roda da Verdade” atire a primeira pedra!
E lá estávamos, todas muito eufóricas, excitadas e pasmas com algumas revelações.
Foi quando uma colega fez a seguinte pergunta a uma outra:
Você já fez sexo anal?
A resposta foi uma história:
“Não! Mas eu tentei.
Foi assim, eu estava com o J. no Motel, aí ele propôs e eu aceitei, mas começou a doer muito e eu disse: _Para! Para! Para que eu quero fazer cocô. Aí fui no banheiro e fiquei enrolando até ele desistir.”
Enquanto ela narrava, fiquei pensando se houvesse acontecido comigo, o que eu faria numa situação dessas?
Eu não poderia dar a mesma desculpa esfarrapada que ela, vai que eu estivesse com o J.? Poderia traumatiza-lo!
Fiquei pensando, refletindo...
Imaginei-me naquela posição Ordinária (Partindo do ponto em que a palavra Ordinária deriva do numeral Ordinal Quarto).
E cheguei a conclusão: Sim! Eu posso dar a mesma desculpa que ela.
Pois bem, quando o moço viesse com...
É, bem.... Eu daria uma sutil olhada pra trás e diria:
_ Querido! Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço3.
Me levantaria, linda, belíssima, de salto4:
Dá licença que vou retocar minha maquiagem!
E iria ao toalete, Chiquérrima!
-
Atualmente o colegial corresponde ao ensino médio
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Ética, e medo... (Dizem que quem quebrar o segredo sofrerá uma maldição.)
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Isso é física!
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Tá pensando o que? Que é só atriz de filme pornô que transa de salto é?
Escrito por Marcelha às 18h06
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AMIGOS
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o
amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que
tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus
amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não
posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem
que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem
noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu
equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em
síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando
daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a
roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando
comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus
amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
(Vinícius de Moraes)
Escrito por Marcelha às 16h28
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