TEMPLATE ERROR Current Date: Fri Sep 02 09:46:28 BRT 2005 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 201 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementELSE Bastidores da Alma - UOL Blog
  Bastidores da Alma
 


Silêncio no Afeto


Você que amei mas não amo
Saiba que a vida é assim
Já te chamei, e hoje chamo
Tudo o que passa por mim
De louco passado ou engano
Seja o que for é normal
Tá tudo certo, silêncio no afeto
O poeta canta o final
Você que foi minha amiga
E hoje nem lembra de mim
Nosso segredo não diga
São o que sobra no fim
Não sobra o que foi ciúme
Não sobra o que foi paixão
Tá tudo certo, silêncio no afeto
São pausas da nossa canção
Entrega pra outra pessoa
O amor que eu lhe dei (ele é seu)
Entrega que a vida ainda é boa
E nada que passa morreu
Desenha em alguém a pessoa
Que eu desenhei em você
Desenha e não jura
Paixão nunca dura
Valeu amiga, a gente se vê

Oswaldo Montenegro



 Escrito por Marcelha às 10h58
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 Escrito por Marcelha às 17h02
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Será que ele vai?



 Escrito por Marcelha às 14h09
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Hoje acordei assim...

Um tanto sensível. Ou melhor EXTREMAMENTE sensível!

Sentindo-me confusa, perdida, carente...


Coração

Composição: Dorgival Dantas

Coração, pra que se apaixonou
Por alguém que nunca te amou
Alguém que nunca vai te amar

Eu vou fazer promessa
Para nunca mais amar
Alguém que só quis me ver sofrer
Alguém que só quis me ver chorar

Mas eu preciso sair dessa
Dessa de se apaixonar
Por quem só quer me fazer sofrer
Por quem só quer me fazer chorar

É tão ruim quando alguém machuca a gente
O coração fica doente, sem jeito até pra conversar
Dói demais só quem ama sabe e sente
O que se passa em nossa mente
Na hora de deixar pra traz

Nunca mais eu vou provar do seu carinho
Nunca mais eu vou poder te abraçar
Ou será se vou viver melhor sozinho
E se for mais fácil pra me perdoar
Mas o amor, às vezes só confunde a gente
Não sei se com você é diferente
O amor, às vezes só confunde a gente
Não sei se com você pode ser diferente


É tão ruim quando alguém machuca a gente
O coração fica doente, sem jeito até pra conversar
Dói demais só quem ama sabe e sente
O que se passa em nossa mente
Na hora de deixar pra traz

Nunca mais eu vou provar do teu carinho
Nunca mais eu vou poder te abraçar
Ou será se vou viver melhor sozinho
E se for mais fácil pra me perdoar
Mas o amor às vezes só confunde a gente
Não sei se com você é diferente
O amor, às vezes só confunde a gente
Não sei se com você é diferente

Coração...



 Escrito por Marcelha às 10h57
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Estatísticofobia...

Descobri que sofro de "estatísticofobia"...

"Egoistamente" é bom saber que não sou só eu, estatísticamente outros estudantes (pelo menos os de psicologia que convivem comigo...) sofrem do mesmo mal (ou seria bem, sei lá ).

Preciso me preparar psicologicamente para este ritual semanal... Argh!

LITERALMENTE

estatísticofobia

NINGUÉM MERECE!

 



 Escrito por Marcelha às 09h03
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Sábado fui assistir o espetáculo "Aniversário de Casamento". Eu já conhecia a peça, e confesso que a primeira vez em que a assisti sai de lá um tanto incomodada (percebam que o "incomodo" já fazia parte de minha vida... he he).

Fui com a certeza de que nas circunstancias em que me encontro o espetáculo iria no mínimo "doer"...

Até que não foi bem assim...

Ao contrário da primeira vez, a frase que ficou foi essa:

Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, eu te amo não quer dizer mais
nada".

***

Comentário a Respeito de Jonh (Belchior)

Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho

Deixem que eu decida a minha vida

Não preciso que me digam de que lado nasce o sol

Por que sei que bate lá meu coração

Sonho e escrevo em letras grandes (de novo)

Pelos muros do país

E João, o tempo andou mexendo com a gente sim

John, eu não esqueço (oh no, oh no)

A felicidade é uma arma quente, quente, quente

Sob a luz do teu cigarro na cama

Teu rosto-rouge, teu batom me diz:

 



 Escrito por Marcelha às 16h00
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"Cachorro mordido por cobra tem medo até de barbante"



 Escrito por Marcelha às 17h34
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Eu disse nada radical mas não disse indolor, certo?

Talvez dor não seja a melhor definição, prefiro definir esse “estágio” como  anterior (não acho que a palavra “passado” caiba aqui).

Acredito que a palavra que possa melhor se enquadrar seria INCOMODO.

 

Mas ninguém disse que seria fácil.

Alias ninguém disse nada!

Bem que poderia ser verdade!



 Escrito por Marcelha às 16h27
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Não sei se essa é a palavra que melhor define, ou se esse é o verdadeiro sentimento que me invade, mas é como se fosse uma espécie de raiva.

(Não é só raiva é verdade...)

É preciso cortar o cordão umbilical...

E que assim seja!

Nada radical.

 

Chão de Giz

(Zé Ramalho)

 

Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúde
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão, é inútil pois existe um grão vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de vênus
Mas não vão gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
 
Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy, that's over, baby" , Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular


no mais estou indo embora

No mais...

 



 Escrito por Marcelha às 11h01
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Lagarta sem perspectiva...

... de transformação

 

Ontem começaram as aulas, foi muito bom rever o pessoal, abraça-los...

Eu amo os meus amigos!


Hoje eu tô assim...

Um tanto vazia,

Me sentindo triste.

Vontade de ficar quientinha,

Trancada num canto. 

Mas logo passa!

Assim espero...



 Escrito por Marcelha às 14h39
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final de semana

Vontade de afundar a cara no travesseiro e por lá permanecer.

Toca o telefone:

_ Claro que vou! As 22h? Marcado!

Saio pra dançar, pra beber, conversar...

Passo mal! Chego bem, um sono insuportavel, insônia. Como pode?

Domingo! Acordo cedo. Mundial de formula1.

Tv!

Almoço.

Cinema!

Vou pra Campinas, shopping, cinema, filme: "Madagascar".

Refrigerante.

Pipoca, cinema de novo, filme "desde que Otar partiu".

Banheiro.

Estrada, frio, casa.

Banho, cama.

Vontade de afundar a cara no travesseiro e por lá permancer.



 Escrito por Marcelha às 17h50
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Tenham todos um ótimo final de semana...
 
 
 


 Escrito por Marcelha às 17h23
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Xeque...

 

"Me siento que yo me como en un juego

Donde está la reina. 

Es el caballo

Yo es el laborer."

 

Juan Buñel

 

Tabuleiro

 

Sinto me como num jogo

Onde ela é a Rainha.

Ele é o Cavalo

 

E eu...

 

Eu sou o Peão.



 Escrito por Marcelha às 15h26
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Era uma noite fresca, eu estava no colégio, cursava o colegial.

Cruzes! Pois é, eu fiz colegial1... (no auge dos meus 22 anos sinto-me envelhecida ao pensar nisso).

Era inicio do ano, eu estava com o pé quebrado, e por esse fato não podia ir embora antes da chegada de meu pai.

O quadro de professores ainda não estava completo, e por esse motivo, naquela noite fomos dispensados mais cedo.

Fiquei conversando com algumas colegas, eu porque esperava meu velho, barbudo e barrigudo pai, e elas porque esperavam seus respectivos namorados, estudantes de outras turmas.

Papo vai, papo vem... Já imaginou o que fala um bando de “gurias” no auge de seus 16, 17 aninhos?

Pois bem, surgiu a idéia da tão famosa, e talvez temerosa, “roda da verdade”.

Não revelarei aqui a identidade das integrantes por motivos óbvios2.

Quem nunca brincou de “Roda da Verdade” atire a primeira pedra!

E lá estávamos, todas muito eufóricas, excitadas e pasmas com algumas revelações.

Foi quando uma colega fez a seguinte pergunta a uma outra:

Você já fez sexo anal?

A resposta foi uma história:

“Não! Mas eu tentei.

Foi assim, eu estava com o J. no Motel, aí ele propôs e eu aceitei, mas começou a doer muito e eu disse: _Para! Para! Para que eu quero fazer cocô. Aí fui no banheiro e fiquei enrolando até ele desistir.”

Enquanto ela narrava, fiquei pensando se houvesse acontecido comigo, o que eu faria numa situação dessas?

Eu não poderia dar a mesma desculpa esfarrapada que ela, vai que eu estivesse com o J.? Poderia traumatiza-lo!

Fiquei pensando, refletindo...

Imaginei-me naquela posição Ordinária (Partindo do ponto em que a palavra Ordinária deriva do numeral Ordinal Quarto).

E cheguei a conclusão:  Sim! Eu posso dar a mesma desculpa que ela.

Pois bem, quando o moço viesse com...

É, bem.... Eu daria uma sutil olhada pra trás e diria:

_ Querido! Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço3.

Me levantaria, linda, belíssima, de salto4:

Dá licença que vou retocar minha maquiagem!

E iria ao toalete, Chiquérrima!

    1. Atualmente o colegial corresponde ao ensino médio
    2. Ética, e medo... (Dizem que quem quebrar o segredo sofrerá uma maldição.)
    3. Isso é física!
    4. Tá pensando o que? Que é só atriz de filme pornô que transa de salto é?

 



 Escrito por Marcelha às 18h06
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AMIGOS

 Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta

necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,

eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o

amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que

tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem

todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus

amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não

posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem

que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,

embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem

noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu

equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente,

construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em

síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,

cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando

daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a

roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando

comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus

amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber

que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

(Vinícius de Moraes)



 Escrito por Marcelha às 16h28
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